
Escuridão é tudo que eu vejo
Mas, afinal, existe algo que se possa ver?
E aos poucos eu paro de apreciá-la
E passo a, junto com ela, crescer
Perdendo-me gradativamente
Fundindo-me pedaço, por pedaço
Abrir os olhos é meu desejo
Mas como, se nem me reconheço?
Talvez não tenha alma
Talvez não tenha coração
E tudo que me acalma
É a doce escuridão.
E então, algo me ofusca!
Vens em minha direção
Vens em alguma busca
E sou eu a solução.
Convida-me a ir contigo,
Estendes tua mão.
A uma nova aventura?
Recuso-me a dizer não.
E se agora tudo muda,
Eu não posso dizer.
E se é algo é real
Não posso compreender.
E só posso esperar
O momento da desilusão
O tão terrível, acordar
Mas ao invés de luz, ver escuridão.
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