31 de maio de 2010

move it

As coisas se movem de acordo com as pernas, mas Deus me disse uma vez que as coisas são movidas pelo amor. E então, o mestre disse-me que era pela coragem. E então, a coragem é movida pelo medo. Sem medo não há coragem. E então, o cavalheiro lembrou-me da morte e a morte não existe sem guerra. E a guerra não existe sem os pusilânimes, que não existem sem o medo à morte. E sem o medo à morte não existirá a coragem, e sem coragem não existirá guerra. Onde a paz reina, reina o pensamento. O pensamento homérico que gerou a guerra, a fome e a perda. E o amor. O amor que não pode repetir palavras ditas. O amor que não pode ser tido por outra pessoa ao mesmo tempo. O amor que prefere o número um, quando é formado por dois que tornam-se um só. E então, ergo-me a cabeça para pensar livremente quando me dizem para não fazê-lo: Porque a inteligência parte dos mais solitários e torturados. E por a minha repugnância atrativa não me fará mais fraco como faz a todos esses dias. E será para sempre. Não importa, eu conquistarei não só a carne. E sei que isso é minha maneira de conquistá-las pelos pesares mais profundos. O amor? É um mito. As pessoas são egoístas. As pessoas não mudam. A vida é uma vadia. E todo fim começa por um começo, seja esse o ínicio de um caos. E a merda sempre será merda. O canalha sempre será o canalha. As mesma promesas, as mesmas pessoas machucadas, o mesmo amor inventado. E não, ele não terá o direito da sua pronuncia, já tornou-se maçante, pois não pode apaixonar-se várias vezes. Ele é o canalha, as pessoas não mudam. Merda sempre será merda. Discordas? Prove-me.

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