3 de maio de 2010

Fugir

Sempre fugimos. Caminhamos embaixo de sol quente, mas na hora que olhamos estamos de volta. Por onde começamos teremos que voltar. Queremos saber onde foi nosso número um. Bandidos utilizam suas armas de forma negativa, tornando a sociedade uma estranha forma banal e bizarra. Pelas sombras a beleza das pessoas se torna pesada e obscura, coisa que aonde vamos não terá. Eu já estava indo, agora quero mesmo é ver o sol brilhar, meu som tocar e minha vida de volta a andar.
As cadeias de Nova York me assustam. Aqui é tudo negro. Luzes se escondem. Os presos me consomem e, enquanto isso, eu fico olhando pela janela do meu carro o quão o mundo é ruim fora de lá. Roubos me assolam. Drogas me perseguem. Bebidas me matam. E o amor... Bom, o amor não existe. Ele foi embora quando eu estava naquela cela. Talvez nunca mais eu o veja. Ou talvez ele se arrependa do que me vez e volta, mas isso acredito que não aconteça.
Eu quero oportunidades, quero ver a vida como ela é. A vida bonita, como um dia foi, como um dia vai voltar a ser. Eu sei que pode, eu sei que deve ser como eu quero. A vida em prol da felicidade. Sem brigas, choros, desabafos e tristezas. Quero alegria. Quero música, quero natureza, quero paz! Isso é o que eu quero.

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