31 de maio de 2010

Fugir pra longe


Estou pensando em fugir para longe. Longe de tudo, longe de você e de mim mesmo.
Fugir para algum lugar que ninguém saiba o meu nome, fugira da minha vida e do meu passado.
Porque é tudo tão triste?
Eu também tenho o direito de ser feliz, não é? De ver a alvorada no horizonte resplandecer frente ao meu rosto marcado e poder sorrir livremente, sem o peso das decepções passadas em minhas costas.
Eu viajo por dentro de mim mesmo, e o que vejo é a amargura, a infelicidade, as lagrimas. Lagrimas de te ver. De ver a tudo, da maneira em que está, sem ter mais forças para reagir e tentar mais uma vez mudar.
Dentro de mim não a mais nada que valha a pena. Neste lugar, neste destino, tudo esta contra mim. Por todos os lugares que me rodeiam eu apenas vejo a desconfiança, a incredibilidade, a agonia e angustia de um mundo tão errado.
Um mundo quebrado, como um vaso estilhaçado no chão. Um mundo em que ninguém mais se importa com nada, a não ser para o próprio egoísmo. Um mundo sem fé, sem chances de se tornar vivo e incrivelmente maravilhoso. Um mundo infeliz. Caído em sua própria ambição.
Minha alma chora lagrimas de sangue, minha voz rouca, minha boca seca e trêmula, só pode dizer: “Adeus, ninguém mesmo se importa, mas eu vou para algum lugar que ninguém me conheça, que ninguém saiba o meu nome. Eu fugirei de mim mesmo e deste meu mundo injusto. Para um algum lugar em que eu não te veja, e portanto não chorarei mais.”

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