18 de maio de 2010

Eu desejo que...

Oh, se o gênio da lâmpada ou minha fada madrinha aqui aparecesse, o que poderia desejar?
Dinheiro? Não, o consumismo é tão coisa de gente fraca.
Beleza? Apesar de que os quarenta sejam os novos vinte, os cinqüenta logo chegaram e a mandarão para o inferno.
Amantes, poder, uma casa melhor, mais três desejos? Oh não, por favor.
Aos seus ouvidos – ou olhos – isso soa tão convidativo não? Quem nunca quis dinheiro, poder e beleza afinal? Em outros dias, melhores, eu certamente pedira por isso. Mas não hoje, pois hoje não é dia de semear a bondade.
Se meu gênio da lâmpada me concedesse três desejos... Oh, eu seria tão má.
Desejo que você sofra, ah como eu desejo isso.
Desejo que quebrem seu coração, te usem e abusem, pois é isso que você merece.
E por fim, desejo que você... Nunca mais peça perdão por seus erros, pois palavras não são borrachas, palavras só mudam cursos quando são pesadas e nos torturam até o fim. Palavras leves como desculpas só servem para apaziguar um pouco, mas é tão pouco que nem se pode sentir, afinal tudo ainda estará no mesmo lugar, doerá do mesmo jeito e só para você alguma coisa – mesmo que falsamente – mudará.

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