10 de abril de 2010

Última fantasia

Chorar não vai adiantar. Mas como você espera que eu me segure? Que eu tenha confiança que um dia isto tudo vai mudar?
Não existe maneira. Eu desisto. A minha luta chegou ao fim. A minha glória se esvaeceu. Vou esquecer todo o resto do mundo.
Meus olhos vermelhos se manifestam através de lágrimas. De lagrimas de sangue, que ao tocar o chão explodem, destruindo a tudo e a todos. Todos os pesares e lembranças.
Não existe mais esperança. Todas as coisas que eu odeio me circundam e meu coração não agüenta mais. Eu já nem mesmo sei qual é o meu nome. Em meio a tanto caos e a tão grande tortura.
É tudo muito simples. È triste, é vazio, é pálido, é sem razão, é sem vida e sem luta.
É injusto, é terrível, é a nossa realidade, é o lugar que chamamos de Lar.
Eu não posso vencer sozinho. Ninguém sozinho pode mudar o que todos juntos parecem querer.
Eu só queria poder restaurar a minha esperança. A minha vontade de mudar, de lutar. A ânsia por me levantar e mudar o mundo. Não amanhã, ou depois. Mas sim hoje.
Mas é difícil. Agora nem mesmo eu consigo fechar meus olhos e ver um mundo novo. Um mundo justo, alegre. Um mundo sem tantas adversidades e diferenças. Um mundo onde a amizade prevaleça. Um mundo fantasioso. A minha Última Fantasia.

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