9 de abril de 2010

ILUSÃO

Foi ai que meu pequeno coração se dilacerou e se partiu em mil pedaços para não mais se reconstituir, a dor da perda e da incapacidade tomou meu corpo de forma avassaladora, deixando-me transtornada e confusa. Poderia eu ter errado novamente em minhas escolhas? Julgado o certo como errado e como conseqüência pagar o preço de ter feito uma escolha?

Decepcionei com meu maior amor, aquele que eu julgava ser o mais eterno e indestrutível, o mesmo continua intacto, mas abalou o órgão que pulsava esse sentimento: meu coração.

Concentrei-me em não perder o fôlego em meio a tantas lágrimas que brotavam de meus olhos, submeti novamente a desilusão do amor. Quantas e quantas vezes eu teria de passar por isso? Essa situação constrangedora e masoquista. Sentia-me fraca e impotente, um bolo se formava em minha garganta me impossibilitando de gritar, eu já estava fora de mim, o ciúmes predominava em meu peito como se um punhal se apunhalasse cada vez mais e mais, ferindo-me de forma tenebrosa e dolorida, aos poucos a dor ia cessando, mas nunca se fecharia.

Suas palavras eram como facadas em meus ouvidos e ecoavam juntamente a meu coração, deixando rastros de angustia e decepção.

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