16 de abril de 2010

AMARGO

Cobiças minha alma como se pertence a vós. Mesmo sabendo que não há importância alguma. A ausência de ambições a destrói, deixando-a em pedaços.

Então, como pode desejar algo tão obscuro?

Ofereço-lhe meu coração, órgão tão preciso e precioso. Mal cabe a ti, uma pessoa tão sabia, o valor que tenha. Tenha permissão para vende-lo, porém por um preço justo e a quem necessitar.

Minha humilde felicidade, ira se orgulhar se pega-lo para você. Não precisa fazer tal bem material, só venerar como algo que tu queres para sempre.

Não repare em seus sutis arranhões, pois eles são a sede agonizada de seu amargo veneno.

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